O rei não quer cavaleiros que lhe tragam problemas, mas soluções.
A força do rei está mais na rainha do que na coroa; a rainha pode lhe oferecer conselhos; a coroa, não.
Os amigos do rei não manobram sua espada, mas, às vezes, manobram seu cérebro.
O rei que tem a assessoria fraca é fraco.
Cavalgar com os súditos e tomar café com eles é fator de acréscimo da simpatia do rei e fortalecimento de suas tropas.
Ignorar o rei é desafiá-lo; desobedecer a ele é loucura.
A maior valentia do rei está em sua cordialidade.
É melhor o rei que enxerga ao longe do que o que fala alto.
A forca do reino é instrumento horripilante, mas sem ela, os malfazejos se multiplicariam.
O súdito que anela julgar seu rei por algum delito, ainda que comprovado, deverá fazer seu testamento e se despedir da família.
O rei que só fala em guerra cria instabilidade emocional em todos os seus súditos.
Se o rei vive na floresta caçando, seu trono ficará empoeirado e sujeito a invasores.
A distribuição excessiva de medalhas aos bravos reduz o brilho do trono.
O bobo da corte é mais importante para o rei do que o general medroso.
O copeiro, o cocheiro e o tintureiro do rei sabem mais segredos do estado do que os seus oficiais.
Os ouvidos do rei deveriam ser mais protegidos do que as portas do palácio. Não basta ao rei aparecer em público carregando crianças nos braços; ele precisa dar condições de vida digna aos pais delas. |