Uma mosca nova aprendeu a voar. Ficou tão empolgada com o fato, que começou a esnobar e fazer demonstrações.
Já não lhe serviam vôos comuns, havia de correr algum risco para se mostrar ainda mais capacitada e aplaudida.
Deu um rasante e acabou caindo em um frasco de chá gelado, mas devagar conseguiu escapar com vida.
Voltou a exibir-se em alta velocidade e foi traída por um vento que a derrubou em uma caneca de leite. Outra vez se esforçou e escapou ilesa. Foi mais um susto.
Sem dar a menor atenção às “lições recebidas” voltou a fazer suas piruetas e “acrobacias aéreas”.
A vaidade a impulsionou a subir e descer; rodopiar sem direção; fechar os olhos e paralisar o batimento das asas, enfim, fazer o “impossível”. Sua fome de aparecer não tinha limites.
Desta feita veio a cair em um prato de mel. Atolou-se. Ficou imobilizada. Morreu.
As pessoas embriagadas com a grandeza humana perdem a sensibilidade e não vêem o perigo destruidor iminente a que estão sujeitas.
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