Um fazendeiro contratou um vaqueiro para zelar de seu gado e de sua fazenda. Em princípio ele se mostrou zeloso e responsável. Chegou a ser promovido a capataz do empreendimento.
O tempo foi passando, e o capataz deu margem a uma cobiça crescente para se apoderar do rebanho de seu senhor. Trabalhava, mas pensando em um plano para tirar vantagens, sem ser percebido.
O fazendeiro de nada desconfiava. Tinha seu capataz em alta estima e confiança. Não suspeitaria daquele que comia em seu prato e estava em suas reuniões familiares.
O capataz adquiriu marcadores e criou uma marca pessoal, mas tudo em segredo inicialmente. Sua família sabia de seus planos. Ele não suportava mais cuidar do gado de seu senhor sem se apoderar dele para si. Na verdade, ele foi ficando doente.
Um dia, seu senhor fez uma viagem. Ele aproveitou a ausência de seu senhorio e marcou o gado todo com as iniciais de seu nome. Pronto! Tinha cumprido seu desejo. Tudo era seu.
Ao retornar seu patrão e saber do fato, ficou estarrecido. Não acreditou em tamanha falta de caráter de seu empregado. Ao procurar seu mordomo para entender o fato, foi recebido com palavras de desmando e desacato. Ouviu que o tempo trabalhado lhe dava o direito de se apoderar dos bens e que seu senhor teria de ficar em silêncio.
Ele argumentou que as marcas nos animais lhe conferiam direito de posse. As iniciais eram de seu nome e ponto final!
O fazendeiro quase perdeu tudo se não fosse a justiça ser acionada e descobrir que os marcadores não eram os de seu patrão. As marcas eram novas, não estavam nem sequer cicatrizadas. Eram marcas levianas.
O funcionário foi despedido.
Ele quebrara o mandamento de Deus: “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.” Ex 20. 17.
|