Um rei famoso do passado começou a ver suas esquadras de marinheiros se desentendendo, e seus soldados desertando das forças armadas. Viu seus cavaleiros desanimados e seus animais com a aparência desfigurada.
Notou que seus filhos não eram admirados e dignos da fama do pai, pois no principado estavam semeando discórdia entre comandantes. A própria rainha silenciosa não tinha mais o ânimo de sorrir alegremente como outrora.
Sábios foram chamados para averiguar os fatos.
A surpresa encontrada é que o rei estava, durante horas seguidas, olhando o próprio umbigo. Ele começou a valorizar seu umbigo mais do que o seu povo. Os sábios ficaram assustados.
Dirigiram a palavra ao rei sobre a possibilidade de ele voltar a passar tempo com seus liderados, pois sua companhia exerceria a influência benéfica de outros tempos. O próprio convívio com a família voltaria a ser harmonioso.
A resposta do rei deixou os sábios desconcertados. Disse o rei que seu umbigo seria de agora por diante sua prioridade central, a número um. Tudo mais seria secundário. E despediu seus sábios para suas casas.
Os amigos verdadeiros que ele conquistara ao longo dos anos foram se afastando discretamente. Ninguém podia manifestar parecer diferente, sob pena de ser banido. O rei se sentiu auto-suficiente para gerir seu reino e sua vida; não precisava de conselheiros.
A velhice chegou rápido para ele. Só lhe restava a morte e um féretro acompanhado de curiosos e saudosos amigos do passado. Ele não soube reinar para favorecer seu povo, para assistir seus contemporâneos. Ele usou de todos os meios para assistir seus próprios interesses.
O foco dele estava errado!
O homem que só pensa em si é fraco; o que vive para subtrair e buscar vantagens egoisticamente morrerá sem deixar marcas dignas de serem imitadas. Seu comando é ilusório; o povo lhe atende por medo e não por amor.
A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda. (Pv 16. 18).
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