Introdução: O Senhor Jesus Cristo deu início às suas preleções exigindo o arrependimento das pessoas quanto a seus pecados. A chaga que inferniza a alma do ser humano e o afasta de Deus é o pecado. O Novo Testamento é a revelação da graça, do favor de Deus e nele está proclamada a conversão para a alma desfrutar de paz com Deus.
1 – A MENSAGEM ENFÁTICA E CENTRAL DO FILHO DE DEUS.
Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus (Mt 4. 17). Esta foi a prédica do Filho de Deus. A porta da graça estava aberta aos infelizes e acorrentados pelos vícios e pela iniqüidade. O reconhecimento do erro e o desejo de recomeçar são atitudes de como agradar a Cristo, que pagaria com sua morte inocente o preço dos pecados da raça humana. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados (Is 53. 5). Jesus veio trazer a mensagem de esperança.
2 – A URGÊNCIA DA PROCLAMAÇÃO A TODAS AS PESSOAS.
Foi Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho (Mc 1. 15-16). Jesus repetia sua mensagem de amor por toda parte, a todos os ouvintes. A mudança de vida inicia-se pelo arrependimento. É como se o pecador dissesse: Chega! Vou parar de entristecer a Deus e vou passar a respeitá-lo, amá-lo! O evangelho é digno de fé; é a boa nova da redenção da humanidade pelo sacrifício de Cristo na cruz do Calvário. E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo (At 10. 34-35).
3 – A SENTENÇA DE JUÍZO AOS IMPENITENTES.
Se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis (Lc 13. 3). A humanidade, especialmente em países cristãos, está farta de ouvir sobre milagres, curas e operações extraordinárias do evangelho de Cristo, mas falta-lhes o principal ensino sobre o arrepender dos pecados para ser perdoado e salvo. Arrepender-se não é somente mudança de hábitos, mas de caráter; é assemelhar-se a Cristo e se submeter a ele como Senhor. Perecer é a paga do juízo aos impenitentes. Céticos têm procurado transmitir descrença sobre o juízo final e o inferno, mas em vão. O que não se arrepender perecerá eternamente. Quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu, com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição. (II Ts 1. 7-9).
4 – OS PECADORES SÃO O ALVO DO AMOR DE DEUS.
Eu não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento (Mt 9. 13). O contraditório do cristianismo em relação à lógica é que seu líder não criou um grupo seleto de bonzinhos, não escolheu pessoas generosas e de índole a toda prova, mas chamou os pecadores perdidos à salvação, perversos ao perdão, por meio do arrependimento. Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam, porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos (At 17. 30-31). O céu está aguardando não os perfeitos, mas os arrependidos. Pela graça sois salvos (Ef 2. 8).
5 – MUITOS CONTEMPORÂNEOS DE JESUS IGNORARAM SUA MENSAGEM.
Ninivitas se levantarão, no Juízo, com esta geração e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis aqui está quem é maior do que Jonas (Mt 12. 41). A experiência dos Ninivitas ao se arrependerem dos pecados mediante a pregação de Jonas foi maravilhosa. Creram no Deus de Israel. Foram perdoados. Jonas, porém não foi profeta perfeito, infalível. Mas Jesus sim, foi perfeito e infalível – maior do que Jonas; ainda assim seus contemporâneos não se arrependeram com a pregação dele. Então, começou ele a lançar em rosto às cidades onde se operou a maior parte dos seus prodígios o não se haverem arrependido, dizendo: Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido com pano de saco grosseiro e com cinza. Por isso, eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no Dia do Juízo, do que para vós. E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. Porém eu vos digo que haverá menos rigor para os de Sodoma, no Dia do Juízo, do que para ti (Mt 11. 20-24). Os arrependidos não são condenados.
6 – O ÚNICO NOME PERDOADOR DA HUMANIDADE.
E que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém (Lc 24. 47). O único nome que confere o perdão à raça humana é Jesus Cristo, o Filho de Deus. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Rm 10. 13). Ele se ofereceu em sacrifício no lugar dos condenados. A comprovação da messianidade de Cristo Jesus que morreu na cruz foi sua ressurreição ao terceiro dia. Nenhum outro líder religioso mundial tem essa prerrogativa. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (I Co 15. 3-4). É ele o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1. 29).
Conclusão: O arrependimento é a espinha dorsal sustentadora da experiência da conversão. As inquietações da alma cessam. Os arrependidos são bem-aventurados, pois “O que se arrepende é como o que não pecou” – escreveu Martinho Lutero. Arrepender, pois, é mudar o curso da caminhada; é se submeter às prescrições de Deus.