Tuesday, January 06, 2009
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Thursday, May 22, 2008 voltar
O GATO SONOLENTO
:: 0 Mensagens :: Estrelas ::
O proprietário do hotel da cidadezinha do interior viu-se ameaçado de perder seus hospedes, em razão da freqüência de ratos vistos nos corredores de seu empreendimento. Ele estava tendo prejuízos. Ao pensar em uma solução, veio-lhe à mente estabelecer um vigilante permanente, “afeiçoado aos ratos”. Um enorme gato foi “contratado” para eliminar para sempre os inoportunos roedores. Doravante o patrão pensou estar todo o problema solucionado. Poderia ficar sossegado. Sua freguesia cresceria mais e mais. O fato não se consumou. Sua decepção lhe feriu os sentimentos. Os ratos voltaram como se tivessem viajado e voltado famintos. Pareciam saudosos e, agora, felizes no “lar”. Ocorre que o famoso gato demonstrou habilidades iniciais convincentes. Foi o “terror” dos camundongos. O seu miado impunha respeito e fazia “estremecer” os barulhentos da despensa. Os ratos tinham medo da própria sombra do gato. Com o passar do tempo, houve uma acomodação. O gato se mostrou cansado, sonolento. Nem mesmo o despertador do hotel o acordava. Sonecas de curta duração eram permanentes durante o dia, e à noite ele nem escutava mais o barulho da chuva. Os ratos voltaram a perambular pelo hotel todo. Abriam portas de geladeiras, de armários; derramavam farinha pelo chão, pedaços de queijo eram vistos pelos cantos. Sem falar nas manchas de sujeiras fisiológicas e mal-cheirosas. Foi um horror! O empresário veio cobrar explicações de seu guardião. Ele respondeu: Não podemos ser tão enérgicos e contundentes com os animais vivos; eles precisam de mais consideração! Um dia aprenderão a se comportar! O homem não acreditou no que ouvia. Não entendeu o raciocínio do gato molenga. Onde não há ordem há desordem, pensou! Resolveu dar ao gato uma oportunidade de restabelecer sua confiança. No dia seguinte, encontrou leite derramado, pães roídos pelos tapetes e barulhos de “risos” de ratos por detrás das paredes. Ao procurar o guardião, encontrou-o adormecido num sofá. Acordou-o e disse: você está despedido! Ele respondeu: Isto é uma injustiça; aqui eu não posso nem dormir sossegado!
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