O sopé da montanha era o lugar da nascente pura e cristalina de águas frescas e borbulhantes. Entre os pedregulhos e vegetação esverdeada, ela, a fonte, brotava com vigor e abundância. Tinha prazer em ser fonte.
Ela jamais escondeu sua água de quem quer que seja e nunca a negou também. O seu contentamento era dessedentar a todos. Não exigia recompensa e nem propaganda de sua benevolência.
Muitos tentaram poluir seu nascedouro. Menos esclarecidos atiravam dejetos em sua direção, mas ela não revidava e nem deixava de oferecer seu produto a estes. Sua natureza era agradar, servir.
Seres humanos, vegetais e animais a buscavam constantemente. Ela era a salvação da região. Sem ela, a vida por ali seria triste e raquítica. As flores existiam em razão dela. Os frutos eram produto de sua regadura.
Um dia ela foi interrogada se não estava cansada de atender gentilmente a todo mundo; se o estresse não a tinha visitado? Ela respondeu que sua existência tinha propósitos elevados; que não poderia frustrar seu criador! O que ama, disse, e serve de coração, não tem tempo para abrigar expedientes doentios.
Confidenciou aos seus interlocutores que não guardava nada para si de modo egoísta. O que recebia passava adiante. Disse que seu segredo de vitalidade e renovação era a pronta distribuição do que chegava a ela.
Ao seu redor reinava alegria dos pássaros e das borboletas. A sombra dos arvoredos era resultado de sua generosidade em distribuir água em larga escala. Isso era seu deleite.
A fonte produzia para dar vida. Se deixasse de oferecer suas águas, tornar-se-ia em fonte estagnada, poluída. Os peixes morreriam. O mau cheiro estabeleceria morada.
Quanto mais brotavam águas, mais ela distribuía. Ano vinha, ano ia, e ela desenvolvia seu papel benevolente. Seu maior medo era perder a capacidade de compartilhar seu dom com os necessitados.
Ser fonte é ser inspirador de emoções saudáveis; ser estimulador de talentos; ser distribuidor de conselhos prudentes. Aproximar-se de alguém que possui águas vivas é maravilhoso! Jesus é a fonte!
Ao segui-lo com fé e honestidade pode-se ser uma fonte de águas que jorre para a vida eterna e um partilhador das abundâncias da paz de Deus com os sedentos do mundo atual.